Porto, 31 out (Lusa) -- O comandante local da Polícia Marítima (PM) do Douro revelou hoje estar a negociar com o Governo a transferência das autoridades marítimas instaladas no Porto para outro imóvel, devido à degradação do atual, esperando uma solução "a curto prazo".
"O objetivo que tenho em mente é deslocar para outro edifício a PM e a Capitania. O assunto está a ser abordado com o Governo, já que envolve vários ministérios, para além do da Defesa. Estamos otimistas para que a situação se resolva a curto prazo", disse à Lusa Martins dos Santos.
De acordo com o comandante local da PM do Douro, "há muitos anos" que o a PM e a Capitania estão num "edifício muito antigo" da zona da Ribeira, sem portas de emergência, pelo que, em caso de incêndio, a evacuação nos pisos superiores (a PM está no terceiro) tem "de ser feita pelas escadas e janelas".
Esta situação preocupa o presidente da Associação Socioprofissional da PM, Miguel Soares, mas Martins dos Santos indica a existência "de soluções para que as pessoas saiam de forma expedita pelas janelas" no imóvel de construção vertical com apenas "uma escada de acesso" aos vários andares.
Segundo o comandante local, a opção de transferir instalações "progrediu este ano" e "o Governo mostrou abertura" à possibilidade.
Durante "muito tempo", as autoridades marítimas pensaram na recuperação do edifício, tendo concluído ser "muito onerosa para o Estado, acrescentou.
Em declarações à Lusa, Miguel Soares, da Associação Socioprofissional da PM, referiu também a existência de quedas na escadaria do edifício, uma vez que o piquete está no terceiro andar e, "sendo chamado para uma emergência, os agentes têm de descer umas escadas de madeira a correr".
"Não é a primeira vez que acontecem este tipo de acidentes", disse.
Miguel Soares refere que gostava "que os profissionais tivessem melhores condições de trabalho" e atribui culpas à falta de autonomia da PM.
"A PM foi criada em 1995, a partir de um corpo policial da Marinha. O processo de autonomização nunca foi concluído. Sem autonomia, não há forma de o Comando Geral da PM gerir verbas", afirmou.







